Antes que seja tarde



Deixar entrar a vida com olhos azulados
Deixar cair a chuva no cabelo

Olhar a lua crescer no fim da tarde
Brilhar com as estrelas e guardar-me
Nas algibeiras que inventei
Refazer o tempo
Que gota a gota me cai na pele
Pensar perder-me no longe do teu corpo
E no meu corpo saber o teu lugar que criei
Desenhar o gesto que prometo à minha mão
Conseguir um espaço que ainda não sei
Mas fundo no meu próprio coração
Encontrar-te pelo fio do sonho
E partir contigo
Deixar-me ir onde teces a tua tempestade
E afundar-me em ti
Nas palavras que não digo
Para que me ensines a viagem da saudade
Correr o braço pelo corpo que tens que não é meu
Deixar que a tua pele me guie os dedos
Para chegar aos olhos e fechá-los
Dar-te um nome de mar ou de silêncio
Noutro lugar do dia e verdadeiro
Cercar-te de beijos e queimá-los
Na solidão entretecida de segredos

Deixar entrar-te com olhos azulados
Deixar cair a chuva no teu cabelo
E amar-te
Que se faz tarde ........

Por: Sassi

Paixão





Entre a gente há tantos segredos
Eu queria poder desvendar
A razão de tantas diferenças
Me parece maior que o mar
Só que o sentimento é mais forte
Não adianta tentar se esconder
Temos que enfrentar nosso medo
Confiar que o amor vai vencer

Se eu pudesse transformar nossa vida em canção
Seria só poesia e paixão
Mas nem sempre tudo é paz, não importa quem errou
Difícil entender o nosso amor...

Nunca sei o que você espera
Aonde quer chegar afinal
Às vezes te ligo e te chamo
Sem saber se fiz bem ou fiz mal

Se eu pudesse transformar nossa vida em canção
Seria só poesia e paixão
Mas nem sempre tudo é paz, não importa quem errou
Difícil entender o nosso amor...

Será que o tempo vai nos mostrar
O caminho certo pra trilhar
Podemos tentar amar sem cobranças
E então se entregar...

Se eu pudesse transformar nossa vida em canção
Seria só poesia e paixão
Mas nem sempre tudo é paz, não importa quem errou
Difícil entender o nosso amor...

Poesias

James Dean


Biografia

James Dean era filho único, seu nome foi uma homenagem da mãe ao poeta inglês Lord Byron, filho de Wilton Dean um protético e de Mildred Dean filha de fazendeiros metodistas. Aos 8 anos ele já tocava violino e fazia aulas de sapateado. Em 1940 perdeu a mãe vitima de câncer. Com a morte da mãe foi morar com os tios Marcus e Ortence Winslow em Fairmount, Indiana. Considerado uma criança introspectiva, Jimmy, como era chamado, cresceu na fazenda de 300 acres dos tios, ali aprendeu a dirigir trator e ordenhar vacas. Aos 14 anos já participava do teatro escolar e aos 17 anos ganhou sua primeira moto, uma Triumph presente do tio Marcus.

Em seu aniversário de 18 anos, em 8 de fevereiro de 1948, Dean alistou-se em Fairmont, mas escapou do serviço militar declarando ser gay. Quando Hedda Hopper lhe perguntou mais tarde como evitara a convocação para a Guerra da Coréia, ele lhe disse: "Eu beijei o médico.

Em 1949 Dean foi para Los Angeles, com a intenção de estudar arte dramática e morar com o pai e a madrasta. Ganhou dele um Chevrolet de segunda mão. Abandonou a faculdade e foi para Nova York cursar o lendário Actor's Studio de Lee Strasberg. Para se manter em Nova York trabalhou como garçom e cobrador de ônibus. Nesta mesma época conheceu Jane Deacy, que se tornou sua agente.

Em 1952 começou a fazer pequenas pontas na TV. Em 1953 encenou na Broadway a peça de Richard Wash "See the Jaguar". A peça foi um fracasso, mas James Dean chamou a atenção da critica. Encenou a Peça "O Imoralista" baseada na obra de Andre Gide, interpretando um homossexual. Com a peça ganhou o Tony Award de melhor ator do ano.

Em 1954 para estrelar o filme de Elia Kazan, A Leste do Éden - Vidas Amargas, de John Steinbeck, onde interpretava um jovem solidário e amargurado. Teve que assinar um contrato com uma cláusula onde se comprometia a não dirigir carros de corrida durante as filmagens.

Enquanto James Dean era uma promessa, Marlon Brando já era um astro. As comparações eram inevitáveis. James Dean Conheceu Brando no set de filmagem de "Desirée", decepcionou-se como seu ídolo graças a um comentário feito por Brando sobre as roupas do jovem ator. Ele usava calças jeans surradas e camisa de cowboy.

Em 1954 conheceu a jovem estrela de O Cálice Sagrado Pier Angeli, para muitos o grande amor de sua vida, mas a mãe de Pier foi contra o relacionamento, pelo fato dele não se católico. Jimmy já era conhecido por seu temperamento difícil. O rompimento do namoro abalou o ator. Ao saber que a ex-namorada estava de casamento marcado com o cantor Vic Damone, apareceu na porta da Igreja Católica de São Timóteo e conseguiu chamar a atenção dos noivos "arrancando" com a moto em alta velocidade. Só encontraria Pier quase um ano mais tarde nas filmagens de Assim caminha a Humanidade.

Durante as gravações de Assim caminha a Humanidade, Dean circulava com uma loura exuberante, Ursula Andress, que se tornaria a primeira Bond Girl. Ela disse que ele era "como um animal selvagem".

Fora dos sets de filmagem era conhecido por uma agitada vida social, fumava e bebia, e possuía um enorme fascínio por carros velozes e pela velocidade em si. Paixão que lhe custou a vida. Quando se dirigia para uma corrida, em 30 de Setembro de 1955, envolveu-se num acidente fatal, partindo imediatamente a coluna vertebral e sofrendo de hemorragias internas. Quando foi colocado na ambulância, o passageiro que estava a seu lado, o mecânico Rolf Wütherich, ouviu "um grito suave emitivo por Jimmy - a lamúria de um menino chamando sua mãe ou de um homem encarando Deus.

O médico-legista observou que o corpo de James Dean era coberto de cicatrizes. Num bar de Hollywood, onde era conhecido como "Cinzeiro Humano", ele oferecia seu peito e pedia às pessoas que apagassem seus cigarros nele.

No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o seu primeiro filme. A consagração final chegou poucos dias após a sua morte, quando Juventude transviada chegou aos cinemas. Recebeu duas indicações ao Oscar, postumamente. Em 1956, por Vidas amargas (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por Assim caminha a humanidade, ambas por melhor ator. Ganhou dois prêmios do Globo de Ouro, em 1956 como melhor ator e, no ano seguinte, num prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.

O seu cadáver encontra-se inumado no «Park Cemetery» (Fairmount, Indiana, USA).


origem:.wikipedia.org/wiki/James_Dean, em 30 de setembro de 2009

Rosh Hashaná


Rosh Hashaná (em hebraico ראש השנה , literalmente "cabeça do ano") é o nome dado ao ano-novo no judaísmo. Dentro da tradição rabínica, o Rosh Hashaná ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro mês do ano no calendário judaico rabínico e sétimo mês no calendário bíblico.

A Torá refere-se a este dia como o Dia da Aclamação (Yom Teruá Levítico 23:24), pelo que os judeus caraítas seguem esta data mas não o consideram como princípio do ano.

Já a literatura rabínica diz que foi neste dia que Adão e Eva foram criados e neste mesmo dia incorreram em erro ao tomar da árvore da ciência do bem e do mal. Também teria sido neste dia que Caim teria matado seu irmão Abel. Por isto considera-se este dia como Dia de Julgamento (Yom ha-Din) e Dia de Lembrança (Yom ha-Zikkaron), o início de um período de instrospecção e meditação de dez dias ( Yamim Noraim) que culminará no Yom Kipur, um período no qual se crê o Criador julga os homens.


Tradições e costumes


A comemoração é efetuada durante os dois primeiros dias de Tishrei conforme o costume pós-exílico para se garantir a comemoração no dia correto nas comunidades da Diáspora.

A celebração começa ao anoitecer na vespéra com o toque do shofar. É costume se comer certos alimentos representativos durante o Rosh Hashaná como maçãs com mel e açúcar para representar um ano doce. Também se come "Rosh shel Dag", cabeça de peixe. Esse alimento incentiva a começar um ano bom com a cabeça, a parte mais alta do corpo. Durante a tarde do primeiro dia se realiza o tashlikh, um costume de recitar-se certas preces e jogar pedras ou pedaços de pão na água como um símbolo da eliminação dos pecados.

Durante os Yamim Noraim muitas orações (selichot) e poemas religiosos ( piyuttim) são entoados junto com as orações norm

Saudade



Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.


Pablo Neruda

Miguel (arcanjo)


Significado do nome

O significado é motivo de debate. A maioria das denominações cristãs entendem que o nome deverá ser traduzido em forma inquisitiva, tal como "Quem é como Deus? ou "Quem é semelhante a Deus?" . Outros defendem que seja uma afirmação: "Aquele que é como Deus", argumentando que o sufixo "el", que significa "Deus", é usado em outros nomes bíblicos em forma de afirmação, tal como em Daniel ("Meu juiz é Deus"), Emanuel ("Connosco está Deus"), Ezequiel ("A força de Deus"), Samuel ("Nome de Deus") ou Gamaliel ("Recompensa de Deus"). Esta última interpretação é, segundo distintos peritos, tal como se refere mais acima, posta em causa pela própria Bíblia, quando a mesma nega que haja quem seja como Deus (cf., por exemplo, Salmo 35:10; 89:8), donde, pela própria configuração do nome "Miguel", o mais certo é que o mesmo deva ser traduzido como sendo uma questão.

O anjo Miguel nos manuscritos do Mar Morto


Desde a publicação, em 1991, da quase totalidade dos textos descobertos no deserto da Judeia, comummente conhecidos como os manuscritos do Mar Morto, que o estudo acerca da angeologia judaica sectária e extra-bíblica teve um grande desenvolvimento.

Nestes textos, numa perspectiva que viria a ser recuperada pelos movimentos gnósticos do Século I, Miguel é apresentado como a figura celestial de Melquisedeque exaltado, elevado aos céus. É similarmente referido como o "príncipe da luz", conforme 11Q13, que dará combate ao "príncipe das trevas", Satã, Belial ou Melkireshah (o príncipe das profundezas da Terra). Este confronto dar-se-á aquando da grande batalha celeste que antecederá o fim dos tempos e a nova vinda do fundador da comunidade essênia, o "Mestre da Justiça", como Messias escatológico.

Neste contexto, e numa descrição profundamente ambivalente, em 4Q529 e 6Q23 o triunfo definitivo da paz não lhe é atribuído, conforme alguns depreendem de Judas 1:9, acima transcrito, onde Miguel recusa a função de juiz escatológico, mas apenas é o seu arqui-estratega. Miguel recusa inclusive o título de "Senhor" e de "Salvador", ao mesmo tempo que, segundo 4Q246, aguarda que, tal como o seu modelo histórico apresentado neste texto, Antíoco Epifânio, se possa autoproclamar "um deus" e ser adorado como deus, tal como aquele em Daniel 11,36-37.

Para outros, segundo a interpretação que fazem de alguns dos manuscritos do Mar Morto, Miguel é mesmo apresentado como o grande usurpador do senhorio de Deus numa opinião que, com alguns matizes, é idêntica à de movimentos para-cristãos nascidos no Século XIX. Segundo aquela referida interpretação, Miguel louvaria o malquisto rei Sedecias, referido em 2 Reis 24:19, prometendo-lhe, inclusive, uma aliança para que este leve a bom termo os seus planos malévolos.

Em síntese, a angeologia apresentada pela interpretação destes textos não é homogénea, mas aduz um grande leque de orientações desde as menos negativas como as que consideram Miguel como Melquisedeque exaltado, mas com desejos de ser adorado, até às profundamente negativas, as que o concebem como próximo do malévolo rei Sedecias. Nos primeiros séculos da nossa era, esta literatura teve muita influência em círculos gnósticos vindos do helenismo platonizado na medida em que a sua falta de clareza e a ambiguidade esotérica, quase a roçar o paganismo (de facto, tais perspectivas jamais poderiam ser tidas como inspiradas, quer pelo judaísmo, quer pelo cristianismo), serviu plenamente os seus intuitos de estabelecerem pontes de contacto com o crescente influxo cultural do cristianismo e, assim, não perderem a sua importância religiosa

São Rafael Arcanjo


São Rafael Arcanjo

É o nome de um arcanjo comum às religiões judaica, cristã e islâmica, responsável por executar todos os tipos de cura. Enviado por Deus para curar em Seu Nome, Rafael significa "Deus cura" em hebraico; a palavra correspondente a médico é Rophe. O cristianismo, ao derivar do judaísmo, também desenvolveu algumas concepções próprias da hierarquia e atribuições dos anjos, e o mesmo aconteceu no iJudaico-cristo

A Bíblia cita o Arcanjo Rafael, no Antigo Testamento, no Livro de Tobias (presente somente no cânon Católico). No capítulo 5, versículo 4 (Tb 5,4) vemos o início das aparições de Rafael ao jovem Tobias: "(...)Tendo saído, deparou-se-he o anjo Rafael, sem demonstrar, todavia, ser um anjo de Deus" Já no capítulo 6, versículo 3 (Tb 6,3), vê-se porque imagem esculpida pelos católicos mostra o arcanjo segurando um peixe. Eis que o grande peixe que tentou devorar Tobias e que o anjo lhe ordenou que o dominasse para tirar-lhe o fel, o qual, vemos(Tb 6,11) que é usado pelo arcanjo para curar o pai de Tobias devolvendo-lhe a visão. Somente no capítulo 12 Rafael se dá a conhecer, se apresentando como anjo de Deus (Tb 12,15) "Eu sou Rafael, um dos sete santos anjos que assistem e têm acesso à majestade do Senhor".

Não é mencionado no Novo Testamento, mas a tradição o identifica como o anjo da ovelha em João 5,2. Rafael também é figura proeminente nos costumes do Judaísmo (ele é um dos três anjos que visitaram Abraão antes da destruição de Sodoma e Gomorra).

Sua festa é celebrada no dia 29 de setembro, junto com Gabriel e Miguel. No passado era celebrado, sozinho, no dia 24 de outubro.
Islâmicas

Citado, também, no Qur'an (Corão). De acordo com a Hadith(الحديث), Israfil (árabe Rafael) é o anjo responsável por sinalar a vinda do Juízo Final soprando a corneta (chamada Sûr) e enviando o "Sopro da Verdade". A Sûr será soprada duas vezes: da primeira virá o início do Juízo Final; da segunda, todas as almas serão chamadas a julgamento e interrogadas. Israfil não é nomeado no Qur'an, diferentemente de Jibrail e Mikail (Gabriel e Miguel).slamism

Oração

Glorioso Arcanjo São Rafael, que vos dignastes tomar a aparência de um simples viajante, para vos fazer o protetor do jovem Tobias; ensinai-nos a viver sobrenaturalmente, elevando sem cessar nossas almas, acima das coisas terrestres. Vinde em nosso socorro no momento das tentações e ajudai-nos a afastar de nossas almas e de nossos trabalhos todas as influências do inferno. Ensinai-nos a viver neste espírito de fé, que sabe reconhecer a misericórdia Divina em todas as provações, e as utilizar para a salvação de nossas almas. Obtende-nos a graça que vos peço (faça o pedido), de inteira conformidade à vontade Divina, seja que ela nos conceda a cura dos nossos males, ou que recuse o que lhe pedimos. São Rafael, guia protetor e companheiro de Tobias, dirigi-nos no caminho da salvação, preservai-nos de todo perigo e conduzi-nos ao Céu. Assim seja. (Rezar 1 Pai Nosso, uma Ave Maria e fazer o sinal da Cruz).

Gabriel (arcanjo)




Gabriel (em hebraico גַּבְרִיאֵל, no hebraico moderno Gavriʼel, no hebraico tiberiano Gaḇrîʼēl; em latim Gabrielus; em grego Γαβριήλ, transl. Gabriēl; em árabe جبريل, trans. Jibrīl ou جبرائيل, transl. Jibrail; todos do aramaico Gabri-el, "homem forte de Deus"), também conhecido como São Gabriel Arcanjo, é, nas religiões abraâmicas, um anjo que serve como mensageiro de Deus. Aparece pela primeira vez numa menção no Livro de Daniel, na Bíblia hebraica. Em algumas tradições é tido como um dos arcanjos, noutros como anjo da morte.

Com base em duas passagens do Evangelho segundo Lucas, diversos cristãos e muçulmanos acreditam que Gabriel teria previsto os nascimentos de João Batista e Jesus. O islã, além disso, acredita que Gabriel teria sido o meio pelo qual Deus optou por relevar o Corão a Maomé, e que através dele teria enviado uma mensagem para a os profetas revelando-lhes suas obrigações. É conhecido como o chefe dos quatro anjos favorecidos, e o espírito da verdade, e em certas crenças seria uma personificação do Espírito Santo. Gabriel também é mencionado na fé Bahá'í, especificamente na obra mística de Bahá'u'lláh, Sete Vales.
Anjo Gabriel, por Giotto di Bondone

É citado várias vezes na Bíblia; foi ele que anunciou ao profeta Daniel a sucessão de potências mundiais, bem como a vinda do Messias (em hebraico Mashiah, em grego, Cristo, "Ungido"). Disse o profeta: "Apareceu Gabriel da parte de Deus e me falou: dentro de setenta semanas [de anos] (70 anos x 7, ou seja, 490 anos) aparecerá o Santo dos Santos." (Daniel 9:24-26)

Ao anjo Gabriel foi confiada a missão mais alta que jamais havia sido confiada a alguém: anunciar o nascimento do Filho de Deus. Por isso, é muito admirado desde a antigüidade. O termo de apresentação quando apareceu a Zacarias para anunciar-lhe que ia ter por filho João Batista foi este: "Eu sou Gabriel, o que está na presença de Deus." (Lucas 1:19)

São Lucas disse: "Foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia, a uma virgem chamada Maria, e chegando junto a ela, disse-lhe: "Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo". Ela ficou confusa, mas disse-lhe o anjo: "Não tenhas medo, Maria, porque estais na graça do Senhor. Conceberás um filho a quem porás o nome de Jesus. Ele será filho do Altíssimo e seu Reino não terá fim".

Segundo a tradição, os arcanjos são os mensageiros (em grego "angélos") de Deus das Boas Novas, nos ajudam a dar bom rumo e direção à nossa vida, nos dão compreensão e sabedoria. É a ele que recorrem os que necessitam desses dons.

Segundo a religião islâmica, foi ao anjo Gabriel que foi atribuída a revelação do Corão ao profeta Mohammad (ou Maomé), o que teria ocorrido em uma ocasião em que Mohammad orava e meditava em uma montanha em Meca. E com base nas revelações desse episódio, é que Maomé teria começado sua saga de divulgação das obras de Deus, no que viria a ser o Islamismo.
Referências

origem:Wikipédia.org/wiki/Gabriel_(arcanjo)em 29 de setembro de 2009

Amigo Vento...


Vai amigo vento,
faça-se uma canção
Leva até ele este amor
Traga dele uma emoção

Diga a ele que preciso,
deste sonho pra viver
Sem ele não há sorriso
Sou dor, sou padecer

Diz que a saudade não passa
Traga dele uma palavra
Diga a ele que o amo demais,
Que só em seus braços há paz..

Vai amigo vento,
faça-se uma canção
Leva meu pensamento
Traga dele o coração


Charlyane Mirielle

Quando Eu Danço....


Quando eu danço
desmistificam-se
os julgamentos
de que poucos corpos
conseguem bailar...

Quando eu danço,
percebo de alguns
os lamentos
porque corpos poucos
conseguem soltar...

Quando eu danço,
minha'lma clareia
meu ser se remete
ao universo
do movimento...

Quando eu danço,
o mar vem na areia
me lava, me compete,
da ação do meu verso
um desdobramento...

Quando eu danço,
eu não quero saber
se dancei,
se eu já me danei...
eu só quero é dançar...

Quando eu danço,
eu não quero conter
eu aqui já falei
já chorei, já gritei
eu só quero alegrar...


RITA REIKKE

Chegou o Amor...




Então, falemos de flores
neste mundo abstrato
de cheiros, formas e cores
sentindo o perfume nato
Teu lábio um sorriso pacato
que lembra futuros amores

Então, corremos no campo
Nós dois, colhendo esperanças
A vida sem nada de espanto
Menino e menina... crianças
Presente de encanto,
o olhar que se lança.

Então, ficamos assim
Seja o que Deus quiser
Não tenho ainda um jardim
Será então bem-me-quer ...
No beijo que trazes pra mim
Eu colho o amor que vier

Então, chegou primavera
Novamente a vida se faz
Na folha da rosa amarela
A gota do branco da paz
Na luz da tua aquarela
Me vejo em efeitos florais

Teu rosto molhado
Nas mãos uma flor
Olhar orvalhado
Suave sabor


Charlyane Mirielle

Ontem...




Ontem, escrevi cem mil versos
Sem que eu mesma tenha notado
Mas eu queria o inverso
Um único de amor ter postado...

Ontem, quiz ouvir uma canção
Sem sentir o peito apertado
Deslizando em solidão
Sem precisar ter chorado...

Ontem, eu queria da chuva
Ter meu rosto enfim molhado
Em tuas mãos livres de luvas
Ter meu cabelo afagado...

Ontem, eu só queria a chance
De ao teu lado ter estado
Viver contigo um romance
Não ver meu sonho apagado...

Ontem, eu procurei um amigo
Que tivesse me notado
Pra chorar junto comigo
E a lágrima ter secado...

Ontem, eu só queria esquecer
Que o dia foi desbotado
Um poema de amor, escrever
E pra você ter entregado...


Charlyane Mirielle

A lua no Cinema





A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!


Paulo Leminski

Lua Adversa




Tenho fases como a lua
Fases de andar escondida
Fases de vir para a rua
Perdição da minha vida,
Perdição da minha vida,
Tenho fases,
Tenho outras de ser sozinha,
Fases que vão e que vem,
no secreto calendário que
um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda melancolia
Seu interminável fuso.
Não me encontro com ninguém
Tenho as fases como a lua.
No dia de alguém ser meu,
Não é dia de eu ser sua,
E quando chega este dia,
o outro desapareceu.

Cecília Meireles

Entre o luar e o arvoredo



Entre o luar e o arvoredo,
Entre o desejo e não pensar
Meu ser secreto vai a medo
Entre o arvoredo e o luar.
Tudo é longínquo, tudo é enredo.
Tudo é não ter nem encontrar.
Entre o que a brisa traz e a hora,
Entre o que foi e o que a alma faz,
Meu ser oculto já não chora
Entre a hora e o que a brisa traz.
Tudo não foi, tudo se ignora.
Tudo em silêncio se desfaz.

Fernando pessoa

O Luar !!!




Olho pro céu...
E vejo você...
Hó lua de todos os amantes.,,

Teu luar é tão belo...
Que me ponho a imaginar...
Como é bom amar...

Lua amiga dos poetas...
E dos apaixonados...
Que nada me diz...
Mas que me faz companhia...
E me deixa sonhar...

Sonhar com você...
É poder te amar...
Como em uma aquarela...
De sonhos reais...

Assim somos nós...
Eu e você no doce...
Balanço do mar...
Com a lua a nos testemunhar..

Vania Staggemeier

Dênis Carvalho


Biografia

Tinha apenas onze anos de idade quando fez o primeiro teste na TV Paulista para participar da novela Oliver Twist. Já em 1964, ingressou na TV Tupi e participou de inúmeros teleteatros. Em seguida foi contratado pela Rede Globo, onde está até hoje.

Como ator, trabalhou em O Meu Pé de Laranja Lima, Ídolo de Pano, Pecado Capital, O Casarão, Brilhante, Brega e Chique e Vale Tudo, entre outras. Começou a dirigir telenovelas e séries a partir de Sem Lenço, Sem Documento, de 1977. Entre seus trabalhos atrás das câmeras, destacam-se novelas de impacto como Eu Prometo, Corpo a Corpo, Roda de Fogo, Vale Tudo, Fera Ferida e Celebridade, além das minisséries Quem Ama Não Mata, Parabéns pra você, Anos Rebeldes, Labirinto e JK e dos seriados Malu Mulher, Amizade Colorida e A Justiceira. Também foi um dos diretores do programa semanal de humor de grande êxito Sai de Baixo. Foi o responsável pela condução da recente Paraíso Tropical, escrita por Gilberto Braga (seu parceiro habitual) e Ricardo Linhares.

Trabalhou com dublagem, sendo a voz de Race Bannon de Jonny Quest, cabo Rusty em Rin Tin Tin, Capitão Kirk em Jornada nas Estrelas e Jerry em O Túnel do Tempo.

Foi casado com a atriz Bete Mendes, a psicóloga Maria Tereza Schimdt e as atrizes Christiane Torloni, Monique Alves, Ângela Figueiredo e Tássia Camargo. É Pai de Leonardo Carvalho, ator de 30 anos, seu filho com Christiane, Tainá, 22, filha de Monique, e Luíza, 11, fruto da união com Deborah Evelyn, que pôs fim à longa lista de separações de Dênis. Com a ajuda dela, superou conflitos mais sérios, como a morte do filho Guilherme, gêmeo de Leonardo, há 16 anos, e as drogas.

Will Smith


Biografia

Will Smith é o segundo de quatro filhos de Caroline e Willard Smith Sr., dono de uma empresa de refrigeração. Ele cresceu numa família de classe média, onde obteve o apelido de "Prince" devido à maneira com que conseguia escapar de confusões.

Perseguindo o mundo da música, Will conheceu Jeffrey Townes numa festa, formando-se assim uma dupla que logo entrou em ação, se apresentando como DJ Jazzy Jef and the Fresh Prince. Quando a popularidade da dupla começou a subir, Smith ganhou e gastou muito dinheiro comprando uma casa, carros e jóias. No entanto, ele estava à procura de algo diferente e novo quando, em 1989, conheceu Benny Medina, que teve a idéia de produzir uma sitcom baseada na sua vida em Beverly Hills. Smith adorou a ideia assim como a NBC, emissora televisiva americana que, em 1990, colocou no ar a idéia de Medina com o nome de The Fresh Prince of Bel-Air. O roteiro era simples - Will apenas fazia o papel dele próprio: um rapaz esperto e rebelde da Filadélfia que se muda para casa dos tios em Beverly Hills. A série durou seis anos, tempo durante o qual se aventurou em filmes e se fez notar pela crítica, como em Six Degress of Separation, em 1993.
Will Smith e sua mulher (1993)

Após o sucesso que veio do filme de ação Bad Boys, de 1995, a carreira de Will Smith estava assegurada. Um ano depois, participou do grande êxito Independence Day, onde desempenhou o papel de Steven Hiller, um oficial dos fuzileiros (marines) que luta contra a invasão extraterrestre.

Ele é uma das poucas pessoas que desfrutam sucesso nas três maiores mídias de entretenimento nos Estados Unidos: cinema, televisão e a indústria discográfica.

Will Smith é ganhador de quatro prêmios Grammy e já lançou onze álbuns, sendo os seis primeiros ainda como The Fresh Prince, com o DJ Jazzy Jeff, e os cinco últimos, solos. Participou de 21 filmes, seja como dublador (O Espanta-Tubarões), narrador (A Closer Walk) ou produtor.

No total, Will Smith recebeu cerca de 135 milhões de dólares por suas atuações em filmes. O ator foi indicado em 2001 ao Oscar de melhor ator pelo filme Ali e em 2006 pelo filme À Procura da Felicidade.

Will Smith é casado com a atriz e cantora Jada Pinkett-Smith desde 1997, e eles tiveram dois filhos: um menino chamado Jaden Christopher Syre Smith (nascido em 8 de julho de 1998) e uma menina chamada Willow Camille Reign Smith (nascida em 31 de outubro de 2000). Will também tem um filho do casamento anterior, Willard "Trey" Smith III, nascido em 1992.

Acessado em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Will_Smith

Catherine Zeta-Jones


Biografia

Sua carreira artística começou ainda cedo. Antes dos dez anos de idade e mais, Catherine já cantava e dançava na companhia teatral de uma congregação católica. Aos 15 anos, deixou o País de Gales e foi para Londres, tentar fazer sucesso nos palcos.

Estreou no cinema em 1990, no filme Les mille et une nuits, do diretor francês Philippe de Broca. Em 1991, participou da série britânica The Darling Buds of May. Em 1992 e 1993 participou do seriado The Young Indiana Jones Chronicles. Em 1995, estrelou no papel-título da minissérie Catherine the Great, sobre a imperatriz russa Catarina II.

Em 1996, Catherine estrelou no filme The Phantom e num mal-sucedido filme para a rede de televisão americana CBS sobre o naufrágio do Titanic. Apesar do fracasso deste último, foi graças a ele que Catherine conquistou sucesso internacional no ano seguinte. Steven Spielberg viu o filme e ficou encantado com o talento da atriz, indicando-a para o papel feminino principal de A Máscara do Zorro, onde atuou ao lado do ator espanhol Antonio Banderas. Em 1999, protagonizou A Armadilha, ao lado de Sean Connery. No mesmo ano, estrelou em The Haunting, ao lado de Liam Neeson e Owen Wilson.

Em 2000, Catherine, grávida do primeiro filho, estrelou no controverso Traffic, dirigido por Steven Soderbergh, que conta ainda com seu marido Michael Douglas, além de Benicio Del Toro e Dennis Quaid. Uma de suas maiores conquistas profissionais veio em 2003 com o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo filme Chicago. Desde então, Catherine vem fazendo aparições esporádicas em filmes como Intolerable Cruelty, The Terminal e Ocean's Twelve. Estrelou também na continuação de A Máscara do Zorro, intitulada The Legend of Zorro.

Vida pessoal

Michael Douglas, ao ver A Máscara do Zorro, se encantou com a beleza de Catherine, e durante o Festival de Deauville, em setembro de 1998, onde Michael divulgava Um Crime Perfeito, pediu ao amigo Banderas que apresentasse os dois. Catherine e Michael se casaram em novembro de 2000, após pouco mais de dois anos de namoro. Juntos, têm dois filhos: Dylan Michael Douglas (n. 8 de agosto de 2000) e Carys Zeta Douglas (n. 20 de abril de 2003). Catherine é madrasta de Cameron Douglas (n. 13 de dezembro de 1978), filho de Michael e Diandra Luker (esta união durou até 2000.)

Acessado em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Catherine_Zeta-Jones

Michael Douglas


Biografia

Michael Douglas graduou-se em 1968 na Choate School University de Santa Barbara, em American Place Theatre. Ficou conhecido do público ao estrelar para a TV o seriado "São Francisco Urgente (BR)" (ao lado do veterano ator Karl Malden). Mas ganharia renome nos meios cinematográficos quando produziu "Um estranho no ninho". Esse filme era um projeto pessoal de seu pai Kirk Douglas, que havia adquirido os direitos nos anos 60. Quando assumiu a produção Michael teve que convencer seu pai a deixar o papel para Jack Nicholson, que considerava ser o ator mais indicado. Michael produziu e atuou em "Síndrome da China" com Jane Fonda e Jack Lemmon. Considerado no lançamento um filme sem interesse, espantou a todos quando treze dias depois ocorreu o acidente na usina nuclear de "Three Mile Island". Nos anos 80 Michael trabalharia sem cessar, em sucessos como "Tudo por uma esmeralda (BR)" e "Wall Street" o que lhe afetaria e o levaria a passar por uma crise por consumo de drogas e álcool. Ao ser internado em uma clínica para recuperação, Michael ficou irritado quando um tablóide publicou que ele queria se tratar de seu "vício em sexo". Michael estrelaria ainda "Um dia de fúria" e filmes sobre mulheres dominadoras como Atração Fatal com Glenn Close, Assédio Sexual com Demi Moore e A guerra dos Roses com Kathleen Turner. Ainda que sua carreira esteja cheia de sucessos, o filme erótico e de suspense de Paul Verhoven, Instinto Selvagem (1992), lhe deu grande destaque ao lado de Sharon Stone.

Ganhou o Óscar de Melhor Ator em 1987, pelo filme Wall Street – Poder e Cobiça, superando Marcello Mastroianni, Jack Nicholson e Robin Williams.

Entre seus parceiros de trabalho habituais encontram-se Kathleen Turner e Danny DeVito, com quem trabalhou em pelo menos três filmes. Ele é casado com a também atriz Catherine Zeta Jones

Acessado em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Douglas

William Faulkner


Biografia

Faulkner nasceu trinta anos após o sul dos Estados Unidos ter sido derrotado na Guerra da Secessão. Antes, toda a região apresentava uma rígida estrutura social, construída sob a supremacia dos brancos de origem inglesa e religião protestante; assim sendo, a tradição puritana e colonial marcou-o em todos seus aspectos econômicos, políticos e religiosos. Em 1861, com a Guerra da Secessão, desmorona todo um universo familiar a negros e brancos. Durante quatro anos, o sul é devastado, desfazem-se a delicadeza e as maneiras gentis e instaura-se a degeneração moral e física dos poor white ("brancos pobres") e das famílias arruinadas pela abolição. Faulkner cresceu em meio a esse ambiente, que se refletiu marcadamente em sua obra. Não tentou escrever nem reproduzir a situação do sul decadente. Ao contrário, procurou refazê-la, reconstruí-la. Através de uma incansável reconstituição de fatos e pessoas, trabalhou em busca das raízes profundas.

Faulkner descendia de antiga e ilustre família sulista à qual pertencem diversos políticos. Seu avô, William C. Falkner (o u foi acrescentado pelo escritor) foi herói da guerra civil, construiu uma linha de estrada de ferro e foi morto depois de sair vencedor de uma eleição local. Ele é retratado pelo autor como o velho Coronel Sartoris do romance Sartoris (1929) e em várias novelas. Também seu avô, banqueiro, e seu pai, comerciante, são transformados em personagens em algumas novelas e em Os Desgarrados.

Faulkner abandonou os estudos para trabalhar no banco do avô. Propenso à melancolia e à solidão, escrevia poemas, lia e tentava pintar, mas era amigo de Phil Stone, advogado que tinha relações com os jovens escritores T. S. Eliot, Robert Frost, Ezra Pound e Sherwood Anderson. Por medir somente um metro e sessenta centímetros de altura, Faulkner foi recusado pelo serviço militar americano e acabou por alistar-se na Força Aérea canadense, mas não chegou a participar da Primeira Guerra Mundial na Europa.

Depois de passar um ano na Universidade do Mississippi, em Oxford, onde estudou inglês, francês e espanhol, Faulkner foi trabalhar em uma livraria em Nova York. Logo estava de volta a Oxford, onde exerceu as profissões de carpinteiro, pintor de paredes e chefe dos Correios e publicou seu primeiro livro, a coletânea de poemas The Marble Faun, (1924). No ano seguinte, partiu para Nova Orleans, onde conheceu Sherwood Anderson, a única influência literária que ele admite ter tido. Escreveu artigos para jornais e revistas e publicou o primeiro romance, Paga de Soldado (1926).

Tendo se estabelecido definitivamente em Oxford, Faulkner casou-se com Estela Oldham em 1929 e publicou Sartoris, a primeira obra passada no mítico Condado de Yoknapatawpha, cenário da maior parte de suas obras subsequentes. Nos anos seguintes publicou seus principais livros, aqueles com os quais receberia, lentamente, o respeito da crítica, mas não o favor dos leitores: de toda sua produção, somente Santuário (1931) e Os Desgarrados foram sucesso de público. Passou a intercalar períodos de recolhimento com outros em Hollywood, com quem sempre teve uma relação conturbada, mas a quem recorria quando precisava de dinheiro. Lá trabalhou como roteirista, habitualmente com Howard Hawks. Comprou uma fazenda com o que ganhou no cinema, em 1936, mas passava o tempo caçando, pescando e ouvindo as lendas das pessoas humildes de sua terra.

Viajou pelo Japão, França e Filipinas, participando de encontros de escritores ou dando palestras. Foi nomeado Escritor Residente da Universidade de Virgínia, onde passou a viver parte do ano. Em 1950, enquanto arava a terra, recebeu a notícia de que ganhara o Prêmio Nobel referente ao ano anterior. Eterno tímido, costumava dizer que preferia a companhia de seus amigos caçadores e da gente simples de sua fazenda ao brilho das rodas literárias. Tornara-se escritor movido por uma força interior que lhe proporcionava, nos melhores momentos, alçar-se à altura de seus autores prediletos: James Joyce, Cervantes, Herman Melville, Honoré de Balzac, Charles Dickens, Dostoiévsky, Tolstói, Thomas Mann, Gustave Flaubert, Joseph Conrad, Goethe e os poetas românticos ingleses. Afirmava que não saía de casa sem levar Shakespeare em um bolso e o Antigo Testamento em outro.

Faulkner faleceu de complicações cardíacas em 06 de Julho de 1962, logo depois de lançar seu último romance, "Os Desgarrados".

A obra de Faulkner pode ser dividida em três períodos (estudiosos há que reconhecem apenas dois, fundindo o primeiro e o segundo em um só):

O primeiro, de aprendizado, é formado pelas criações iniciais, abrigando, inclusive, Sartoris e alguns contos de These Thirteen. Aqui, ainda é grande a influência da literatura do final do século XIX, principalmente dos poetas Tennyson e Swinburne e do periódico literário inglês da década de 1890 Yellow Book, com sua linguagem elegante e estilizada.

O segundo, e mais importante, começa com O Som e a Fúria e se alonga até Palmeiras Selvagens (1939). É o período em que o autor encontra seu caminho, com obras violentas, austeras, plenas de horror, mas onde não falta, por vezes, uma comicidade exacerbada. É aqui que Faulkner desenvolve seu estilo avassalador, com frases longas e muitas vezes obscuras que se espalham pela página inteira e que obrigam o leitor a guardar detalhes ínfimos, que só terão explicação em um desenlace eventualmente frustrante, porém inexorável. Esta é a fase das experimentações, com histórias diferentes correndo em paralelo, um mesmo fato sendo contado por várias personagens alternadamente, contos encadeados até formar um romance (técnica já utilizada por Sherwood Anderson em A Verdade de Cada Um/Winesburg Ohio, 1919), o mundo sendo mostrado pelos olhos de um idiota, o desnudamento do turbilhão desconexo a atormentar o suicida às vésperas do gesto fatal. Aqui se encontram as narrativas trágicas da decadência moral e material de famílias inteiras, como os Snopes, os Compson, os Sutpen e os Sartoris, da derrocada inevitável de um Sul imerso em um passado glorioso atropelado pela História, a maldição do sangue, o preconceito racial.

No terceiro período, iniciado por A Aldeia (1940) e que vai até Os Desgarrados, Faulkner vislumbra alguma esperança para a condição humana, esperança esta que já transparecia na última história de Os Invencidos, quando Bayard Sartoris se recusa a vingar a morte do pai. Faulkner também demonstra uma certa desilusão com os negros, que ele esperava fossem menos passivos ante a condição sub-humana a que estavam relegados, principalmente nos estados do Sul. Por outro lado, a escrita do autor torna-se cada vez mais rebuscada, como se Faulkner se tornasse prisioneiro de seu próprio estilo. Outra característica é a abertura para o humor de A Mansão (1959) e Os Desgarrados e a narrativa de cunho policial e sociológico de O Intruso (1948) e dos contos de Knight's Gambit, 1949.

Acessado em: http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Faulkner

Paz de Augsburgo


Paz de Augsburgo


A Paz de Augsburgo foi um tratado assinado entre Carlos I e as forças da Liga de Esmalcalda em 25 de Setembro de 1555 na cidade de Augsburgo, na actual Alemanha.

O resultado da Paz de Augsburgo foi o estabelecimento da tolerância oficial dos Luteranos no sacro império romano. De acordo com a política de cuius regio, eius religio, a religião (Católica ou Luterana) do príncipe (eleitor) da região seria aquela a que os súbditos desse príncipe se deveriam converter. Foi concedido um período de transição no qual os súbditos puderam escolher se não preferiam mudar-se com família e haveres para uma região governada por um príncipe da religião de sua escolha (Artigo 24: "No caso de os nossos súbditos, quer pertencentes à velha religião ou à confissão de Augsburgo, pretendam deixar suas casas com suas mulheres e crianças por forma a assentar noutra, eles não serão impedidos quer na venda do seu imobiliário desde que pagas as devidas taxas, nem magoados na sua honra").

Apesar de a Paz de Augsburgo ter sido moderadamente bem sucedida em aliviar a tensão no império e ter aumentado a tolerância, ela deixou coisas importantes por fazer. Nem os Anabaptistas nem os Calvinistas ficaram protegidos sob esta paz: muitos grupos protestantes vivendo sob o domínio de um príncipe Luterano ainda se encontravam em perigo de acusação de heresia. (Artigo 7: "No entanto, todas as religiões que não aquelas duas mencionadas acima não serão incluídas na presente paz, e estão totalmente excluídas dela.") A tolerância não foi oficialmente estendida a Calvinistas antes do Tratado de Vestfália em 1648.

As divisões religiosas criadas pela Paz de Augsburgo deixaram a região politicamente fragmentada até bem depois de outras nações-estados se terem unido (Inglaterra, França, Áustria-Hungria, etc), desta forma enfraquecendo a Alemanha como potência mundial até ao final do século XIX (apenas em 1871).

Alguns historiadores acham que foi por causa deste atraso na unificação que se verificou um extremo nacionalismo alemão nos séculos XIX e XX, o que levou indirectamente à Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial.

Fonte: org/wiki/Paz_de_Augsburgo, Wikipédia,em 25 de setembro de 2009

D.Prdro I Aniversário de Morte


Morte

Túmulo de Pedro I na Capela Imperial, subsolo do Monumento à Independência, no Ipiranga, cidade de São Paulo, Brasil.

As cortes de agosto de 1834 confirmam a regência de D. Pedro I, que repõe a filha no trono português. Apesar de ter reconquistado o trono português para sua filha, D. Pedro I voltou tuberculoso da campanha e morreu em 24 de setembro de 1834, pouco depois da Convenção de Évora Monte (que selara a vitória da causa liberal, de que se fizera paladino), no palácio de Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama onde nascera 36 anos antes. Ao seu lado, na hora da morte, estavam D. Amélia e D. Maria II.

Foi sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora. O seu coração foi doado, por decisão testamentária, à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na capela-mor da igreja, ao lado do Evangelho. Em 1972, no sesquicentenário da Independência, seus despojos foram trasladados do panteão de São Vicente de Fora para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo, no Brasil

Atualmente, os restos mortais do imperador repousam ao lado de sua primeira esposa, a Imperatriz Leopoldina e da segunda esposa, Imperatriz Amélia.

O corpo de D. Maria Amélia só foi trasladado para o Brasil, em 1982, por iniciativa do governador Paulo Salim Maluf. Durante todo o tempo que esteve em Portugal, o corpo de D. Maria Amélia repousava ao lado do irmão de D. Pedro I, D. Miguel, no Panteão dos Braganças en Lisboa.

Legado

D. Pedro I é visto atualmente pelos brasileiros como um déspota arbitrário e absolutista que estava mais preocupado com as diversas amantes do que com o Brasil. Esta visão é fruto da propaganda realizada primeiramente pelos liberais federalistas contra o monarca e seguida mais tarde pelos republicanos para desacreditarem o período monárquico brasileiro. Tal quadro viria a se modificar somente na década de 1950, quando o historiador Otávio Tarqüínio de Souza lançou em 1952 a obra biográfica "A vida de D. Pedro I". Sobre a visão histórica a respeito do primeiro Imperador brasileiro Oliveira Lima afirmou que:

"Foi até moda, que só passou com a República, difamar D. Pedro I e zombar o mais possível do bom Rei D. João VI, a quem o Brasil deve sua organização autônoma, suas melhores fundações de cultura e até seus devaneios de grandeza". […] "De D. Pedro I mil coisas se inventaram, entre elas uma deslealdade tão consumada que só parecia roubada aos tiranetes [pequenos tiranos] da Itália da Renascença".

No entanto, ao abdicar em 1831, o Brasil que D. Pedro deixou era a maior potência latino-americana. O Exército, com cerca de 24 mil homens, era tão bem equipado e preparado quanto os seus equivalentes europeus, apesar da diferença numérica.A Marinha detinha mais de oitenta modernos navios de guerra. As demais nações republicanas da América Latina sofriam com intermináveis guerras civis, golpes de Estado, ditaduras, desmembramentos territoriais e caudilhos disputando o poder pelas forças das armas. O Brasil recebeu os seus primeiros investimentos em indústria, tendo o Estado criado incentivos governamentais em 1826..

Havia plena liberdade de imprensa, respeito às garantias individuais e as eleições ocorriam periodicamente sem interrupções. A Constituição promulgada em 1824 sofreu uma única grande modificação em 1834 e perdurou por todo o Império e ao ser extinta em 1889, era a terceira mais antiga ainda em vigor no mundo. Após a revolta da Confederação do Equador em 1824 e apesar das disputas entre as facções políticas, pelos próximos sete anos de reinado de D. Pedro I houve paz interna. Armitage afirmou que apesar "de todos os erros do Imperador, o Brasil durante os dez anos de sua administração fez certamente mais progressos em inteligência [desenvolvimento] do que nos três séculos decorridos do seu descobrimento à proclamação da Constituição portuguesa de 1820"..

Contudo, o maior legado de D. Pedro I foi ter garantido a integridade territorial de um Império de proporções continentais, permitindo aos habitantes de regiões longínquas do norte na nascente do rio Ailã em Roraima, ao sul no arroio Chuí no Rio Grande do Sul, ao leste em Ponta do Seixas na Paraíba e a oeste na nascente do rio Moa no Acre considerarem-se hoje pertencentes a uma única nacionalidade: a brasileira.

Tristeza Hoje



Hoje
Não estou
P'ra ninguém...

Marquei encontro com o silêncio
A tristeza veio também
Trouxe com ela a saudade
E a esperança diz
Que ainda vem...

Sentei-me na mesa farta
De apetitosas iguarias
Para tão ilustres convivas
E esperei um pouco
Que viesse mais alguém

O tempo passou
E não apareceu mais ninguém

A expectativa
Irrequieta
Subiu ao alto da cadeira
Desequilibrou-se...
E caiu redonda no chão!

Levantou-se envergonhada
Recompôs-se
E sentou-se de novo
Agora mais quieta e sossegada

Quis debater a verdade dos factos
Mas não tive com quem...

Diante de mim
O meu convidado de honra
Que se manteve silencioso
Fazendo jus ao seu nome
À minha direita ficou a tristeza
[Que só soluçava]
E juntinho a ela
Ali bem ao lado
A saudade
Que não abriu boca
Só os olhos falavam...

A esperança vem de certeza
[Disse eu com convicção]
Prometeu-me que viria!
Mas não apareceu
Nem mandou quem...

O silêncio ficou mudo
A tristeza também
Distraídos que estava-mos
Cada um com seu desgosto
Nem demos conta...

Só no fim reparei
A saudade comeu tudo
A esperança já não vem!

Hoje
Não estou
P'ra ninguém...

Você





Sei,
Que mesmo sem você
As estrelas vão brilhar,
A lua vai aparecer
O sol vai nascer
Vou novamente me apaixonar,
O mundo não vai parar de girar
Os sonhos não vão deixar de existir
Sei que mesmo sem você
Vou ter que viver,
Vou ter que sonhar,
Vou ter que crescer.
O tempo não volta,
O tempo não para,
O tempo só passa
A fisionomia se muda
O olhar a acompanha.
Sei que,
Podem anos se passar
Pois jamais vou conseguir
DEIXAR DE TE AMAR!!!

Descomhecido

ANJO DA LUA


Oh! anjo que recitas numa melodia
versos que emolduram a lua no céu
teu canto magnetiza tanta magia
que num sopro a desnuda do véu...

Oh! anjo que levita sem destino ao léu
acertando corações apaixonados de amantes
com teu cupido em chamas de um fogaréu
que te vêem além do sobrecéu...

Oh! anjo que vê o sofrimento num'a paixão
que fica em prantos observando à luz do luar
enquanto a lua brinca na palma de tua mão...

Oh! anjo percebes que a lua fez o amor voltar
telepaticamente nesses teus versos de inspiração
quando à vês sorrindo danças com ela no ar...

Lu Lena

Paulo Ricardo Oliveira


Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros, ou apenas Paulo Ricardo, nasceu no Rio de Janeiro em 23 de setembro de 1962 e é um cantor brasileiro.

Nasceu no bairro da Urca. Carioca, cresceu ouvindo Bossa Nova e Jovem Guarda. Desde a infância interessou-se por música, estudando um pouco de teclado na adolescência. Em 1977, muda-se para São Paulo e passa a atuar como baterista em uma banda, aprendendo em seguida a tocar violão. Logo forma a banda Prisma e, já nos anos 80, o grupo Aura, sempre voltado para o rock progressivo e new wave. Depois de cursar alguns períodos da faculdade de jornalismo, passa uma temporada em Londres, entre 1982 e 1983, onde trabalha como correspondente de uma revista de música.

De volta ao Brasil, forma a banda RPM, da qual foi baixista e vocalista, junto de Luiz Schiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarra) e Paulo P.A. Pagni (bateria). O grupo estréia em show em 1984 e se tornam um dos maiores fenômenos do rock brasileiro da década de 1980, chegando a vender mais de 2,5 milhões de cópias.

Na fim da década de 1980, o cantor iniciou uma carreira solo, no qual passou por vários estilos, com ênfase na música romântica, até que, em 2002, retomou a carreira junto ao RPM, lançando CD e DVD ao vivo. No mesmo ano, a produtora Dreamworks convidou o cantor para cantar as músicas da trilha sonora da versão brasileira do filme Spirit - O Corcel Indomável, cuja trilha sonora original foi cantada pelo cantor Bryan Adams. Em 2003, a banda novamente se desfez, por boatos de que o cantor havia registrado como sendo de sua propriedade as marcas RPM, Rádio Pirata e Revoluções Por Minuto.

Paulo Ricardo lança sua nova banda, o PR.5, junto com Paulo P.A. Pagni (também ex-RPM), Jax Molina, Juninho, Paulinho Pessoa e Yann Lao, lançando o álbum Zum Zum em 2004. Atualmente, a banda tem nova formação, com Jota Resende nos teclados, P.A na bateria, João Marquee na guitarra e Ney no baixo. Em 2005 o cantor lançou o álbum Acoustic Live com participação dos integrantes do PR.5 e convidados. Neste álbum, o cantor interpreta sucessos internacionais de bandas e cantores que influenciaram sua formação musical.

No ano de 2006, lança o álbum Prisma (nome de sua primeira banda). Em 2008, o RPM lança uma caixa em comemoração aos seus 25 anos, com os três primeiros discos, um disco de inéditas e raridades e um DVD com o registro em vídeo do show Rádio Pirata Ao Vivo.

Fonte: Wikipédia.org/wiki/Paulo_Ricardo, em 23 de setembro de 2009

Câncer

Câncer:

Emotivo, sensível, carente, se defende como pode do que suspeita que pode lhe magoar e assim age com reservas, abrindo suas defesas somente quando , utilizando a sua intuição, não identifique nada que o possa admoestar. Mas nem sempre foi assim. Tempo houve em que acreditava em tudo e todos, porém se decepcionou com o que encontrou , e isto o fez desconfiado. Mas, quando perde o medo de viver, quando percebe que o “lá fora” é menos do que supunha, então , ele abre seus espaços, e percebe que carrega nas suas costas a sua própria casa e o seu lar será construído aonde suas pernas o levarem. E sua casa será iluminada, e lá dentro as pessoas que mais gosta, que cercará com todos os cuidados.
Seus amigos sabem disso, pois os cancerianos cuidam muito bem de todos. Sua maior dádiva: a Família. A sensível e instável Lua é seu regente. Devem evitar as birras, manhas, chantagens emocionais e serem o que mais sabem ser, geradores da vida.
Para meditar:- eu construo uma casa iluminada e nela habito.


Saudade de Você !!!






Saudade de você,
sinto muito sua falta!
Sinto falta de seu toque carinhoso
Saudade de seus beijos
Sinto sua falta,
sendo tão meu
Saudade de você,
seu olhar amoroso
Sinto sua falta mais que qualquer um que vc conheça
Saudade de seu sorriso,
sempre tão carinhoso
Saudade de você,
alguém difícil de se achar
Saudade de você,
saudade de estar com você.
Saudade da felicidade que vc mostrou pra mim.
Sinto falta do abraço que você me deu.
Sinto falta de seu amor que eu almejei
Saudade de você,
saudade de ter vc aqui pertinho
Sinto falta de nossas conversas sempre tão claras
Sinto falta de seu calor, me aquecendo
Saudade de você e minha única chance de vencer
Saudade de você, sim, sério mesmo
eu sinto muito sua falta
Saudade, sim, tão bom, tão verdadeiro
Saudade de você, sim, não é mentira
Saudade de você, sim, eu choro de verdade
Sinto sua falta, sabe por que?
Saudade de você...
porque você é meu amor...
meu doce amor.

Lua Eli

Mitologia hindu



Hindu Swastika: Simboliza harmonia. Lord Ganesh possuía em sua mão direita.

A mitologia hindu é provavelmente uma das mais antigas do mundo. Seus primeiros mitos remontam a, talvez, 8000 anos e nasceram numa região conhecida como Vale do Indo (no atual Paquistão).
Estatua de Shiva

Desde que os primeiros tempos em que os humanos se sentiam protegidos dentro de uma caverna e sentavam em volta de uma fogueira, à vontade de contar os seus feitos para os demais, fez surgir a mitologia. Contar histórias sempre foi um dos principais passatempos dos seres humanos.

Joseph Campbell, o conhecido estudioso da mitologia mundial, nos ensina que "o mito é a abertura secreta através da qual as energias inesgotáveis do cosmos são lançadas nas manifestações culturais humanas" e "a função primordial da mitologia e do mito sempre foi oferecer símbolos que fazem progredir o espírito humano."

O panteão hindu constitui uma tentativa formidável de criar máscaras pelas quais o ser humano tenta falar dos seus sonhos e medos.

A mitologia hindu inicia com o imanifestado (Adhinatha), que se manisfesta na trimurti Brahma,Vishnu e Shiva, unidade na pluralidade.

Na mitologia hindu incluem-se todas as possibilidades: deuses, semi-deuses, seres celestiais, anjos, demônios e vampiros cujas sagas e peripécias serviram desde antiguidade para alimentar o imaginário e os ideais do ser humano.

Apesar desta inegável multiplicidade, o hinduísmo não é tão politeísta quanto aparenta; tirar essa conclusão seria tão leviano como concluir, olhando para o santoral cristão, que o cristianismo é politeísta.

O hinduísmo, tem uma base filosófica dividida em dharshanas (pontos de vista), mas até certo ponto termina a lógica e começa o imaginário de difícil determinação. Vale apenas ressaltar que, para os indianos não é mitilogia, é Fé. A fé cristã é também vista como mito para eles.
Cquote1.svg Armas não conseguem cortá-lo, fogo não pode queimá-lo, água não consegue molhá-lo, ventos não podem secá-lo... Ele é eterno e tudo permeia, sutil, imóvel e sempre o mesmo. Cquote2.svg
— Bhagavad Gítá, II:23-24



Fonte: Wikipédia,org/wiki/Mitologia_hindu em 22 de setembro de 2009

Dirce Migliaccio - Falecimento Hoje



Dirce Migliaccio


(São Paulo, 30 de setembro de 1933 — Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2009) foi uma atriz brasileira.

Ficou mais conhecida por ter interpretado Emília do Sítio do Pica-pau Amarelo, em 1977, e uma das "Irmãs Cajazeiras" da telenovela O Bem-Amado, de Dias Gomes.

Dirce Migliaccio era irmã do também ator Flávio Migliaccio.

Dirce faleceu de problemas respiratórios e infecção urinária em Jacarepaguá, na Cidade do Rio de Janeiro.

O Abraço




Faz a gente se sentir bem.
Acabs com a solidão.
Faz a gente superar o medo.
Abre passagem para os sentimentos.
Constroi a auto-estima.
Estimula o altruísmo.
Alivia a tensão.
Comsbate a insônia.
É portátil.
Não requer equipamento especial, não exige
ambientação, qualquer lugar, de uma soleira
de uma porta a uma sala de reuniões de executivos,
de um salão sde igreja a um campo de futebol, é
ótimo lugar para um abraço.
Torna os dias mais felizes
Torna viáveis os dias impossíveis, continua
trazendom benefício, mesmo depois de desfeitos
Além disso, o abraço evita a guerra.


por: JACYRA CRESPO

As borboletas




Brancas
Azuiz
Amarelas
E pretas
Brilham
Na luz As belas Borboletas.

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelas
São tão bonitinhas

E as pretas, então...
Oh, que escuridão!


Vinícios de Moraes

Tempo




È Tempo

de começarum trabalho novo.

Ou, quem sabe, de trilhar novamente

caminhos já tão conhecidos,

com a certeza de quem está buscando

o melhor para se e para os outros.


É Tempo de recolher exemplos...

de colecionar, pacientemente

modelos construtivos de valores humanos.

De provar diferentes experiências,

com o fim de escolher

o que for mais importante.


É Tempo de ¨FAZER¨

de ¨SER¨

de ¨CRESCER¨

na direção do ideal.


È Tempo de identificar

E identificar-se

De descobrir nos outros

e dentro de si mesmo

a razão maior dessa caminhada

com decisivos passos

para o exercício pleno da bela tarefa

de EDUCADOR.

Por Jacyra Crespo

Medo


Medo

Medo porque ter?
Medo de quê?!...
De que ser?
Mas porquê?!

Medo da morte...
Ou da vida,
Do Norte?
Ou do Sul ainda?!

Medo de cão...
Mesmo de lobo,
Ou leão?!

Não! Porque a verdade
Já a tenho...
Que é Deus, na totalidade!...


Helder Duarte

Esperança


Esperança

E ele disse ao pó:
Haja em ti vida!
Levanta-te e caminha.
Não estás só.

Então este caminhou,
Com a vida que aceitou,
Pelos lugares que o houveram morto,
Tanto no baixo, alto e lugar plano.
E viu que a vida, que neles perdera,
Era a qu'eles perdida perderam,
Já qu'ele d'eles morte recebera.

E o que ao pó falara ainda lhe disse:
E os que te mataram morreram,
Por te ter dado a morte,
Porque a vida que eu Sou, eles ainda a não recebera

Helder Duarte

saudade





Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.



Martha Medeiros

Saudade






Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".

Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim "solitáte", solidão.

Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está directamente ligada à tradição marítima lusitana.

A origem etimológica das formas atuais "solidão", mais corrente e "solitude", forma poética, é o latim "solitudine" declinação de "solitudo, solitudinis", qualidade de "solus". Já os vocábulos "saúde, saudar, saudação, salutar, saludar" proveem da família "salute, salutatione, salutare", por vezes, dependendo do contexto, sinônimos de "salvar, salva, salvação" oriundos de "salvare, salvatione". O que houve na formação do termo "saudade" foi uma interfluência entre a força do estado de estar só, sentir-se solitário, oriundo de "solitarius" que por sua vez advem de "solitas, solitatis", possuidora da forma declinada "solitate" e suas variações luso-arcaicas como suidade e a associação com o ato de receber e acalentar este sentimento, traduzidas com os termos oriundos de "salute e salutare", que na transição do latim para o português sofrem o fenômeno chamado síncope, onde perde-se a letra interna l, simplesmente abandonada enquanto o t não desaparece, mas passa a ser sonorizado como um d. E no caso das formas verbais existe a apócope do e final. O termo saudade acabou por gerar derivados como a qualidade "saudosismo" e seu adjetivo "saudosista", apegado à ideias, usos, costumes passados, ou até mesmo aos princípios de um regime decaído, e o termo adjetivo de forte carga semântica emocional "saudoso", que é aquele que produz saudades, podendo ser utilizado para entes falecidos ou até mesmo substantivos abstratos como em "os saudosos tempos da mocidade", ou ainda, não referente ao produtor, mas aquele que as sente, que dá mostras de saudades.

A expressão "matar a saudade" (ou "matar saudades") é usada para designar o desaparecimento (mesmo temporário) desse sentimento. É possível "matar a saudade", e. g., relembrando, vendo fotos ou vídeos antigos, conversando sobre o assunto, reencontrando a pessoa que estava longe etc. "Mandar saudades", por exemplo no sul de Portugal, significa o mesmo que mandar cumprimentos.

A saudade pode gerar sentimento de angústia, nostalgia e tristeza, e quando "matamos a saudade" geralmente sentimos alegria.

Em Portugal, o Fado, oriundo do latim "fatum", destino, está directamente associado com este sentimento. Do mesmo modo, a sodade cabo-verdiana está intimamente ligada ao género musical da morna. No Brasil, esse sentimento está muito retratado no samba de fossa e na bossa nova.



Fonte://pt.wikipedia.org/wiki/Saudade: Wikipédia,em 20 de setembro de 2009

Encantamento para afastar a tristeza




Colha uma rosa e leve-a para um canteiro ou vaso à meia-noite. Cave um buraco na terra e diga: "Vá embora, tristeza. Coragem, coração! Pois toda a minha dor está sob este chão." Enterre a rosa. Afaste-se sem olhar para trás.

Feitiços para Afastar Pessoas Falsas




1 flor de pessegueiro;

3 litros de água;

1 folha de capim cidreira;

3 gotas de essência de lavanda;

Ferva a água e desligue o fogo. Adicione a flor, a cidreira e as três gotas de lavanda. Abafe por cinco minutos. Deixe esfriar ou amornar, como preferir.

Primeiro tome um banho normal, depois coloque esta mistura numa bacia ou banheira, completando com água limpa. Banhe-se com sete imersões, apenas do pesco o para baixo, depois enfie sete vezes a cabeça dentro dessa água. Seque naturalmente.

Feitiço para atrair amor




Num dia de Lua Nova acenda uma vela roxa. Ponha perto um copo de água. Acenda um incenso de rosa ou jasmim. Pense num coração cor-de-rosa, pulsante, e diga: "Quando penso neste coração tão cheio de alegria, sinto o começo do amor e da felicidade percorrendo o meu ser".

Fada Morgana




Morgaine Le Fay ou Morgana Le Fay, sendo conhecida na Grã-Bretanha como Morgana das Fadas, dentre outros nomes, aparece nas histórias do Rei Artur. O nome Morgaine tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. Pode-se escrever Morgaine ou Morgan. Morgaine também é muito conhecida na Itália por um fenômeno chamado Fata Morgana, traduzindo Fada Morgana. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgaine foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha. Em outras versões, foi meia-irmã de Artur, uma feiticeira maligna que queria de todas as formas retirar sua poderosa espada Excalibur. É filha de Igraine e Gorlois, Duque da Cornualha.

Morgaine é treinada por sua tia Viviane na Ilha de Avalon para se tornar a Senhora do Lago ou como também é chamada Dama do Lago ou Senhora de Avalon. Morgaine teve um filho de Arthur depois de um ritual sagrado (Beltane). Essa criança se chamava Gwydion, que após ir para a corte de Arthur toma o nome de Mordred. Mais tarde este seria um dos inimigos de Arthur. Mordred depois de ter ferido seu próprio pai em uma luta para tomar o trono acaba morto.

Morgaine vendo seu irmão morrer e escutando seu pedido o leva para Avalon, onde o tempo transcorre de forma diferente do mundo dos humanos. Alí Arthur lança Excalibur no lago e morre. Morgaine leva seu corpo para ser enterrado em Avalon (em algumas histórias, o Rei Arthur, ferido em combate, é levado pela Dama do Lago a uma Avalon mística do além, paralela a real, onde Artur permanece retirado do mundo e para sempre imortal. Em algumas versões da lenda, ele não resiste à viagem e morre tendo sido enterrado então em Avalon, em outras, ele estaria só dormindo, esperando pra voltar num futuro próximo, pois a ilha seria um refúgio de espíritos, o que permitira a ele permanecer vivo por artes mágicas).

Depois a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo. E a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões.

Cultura Popular

Nos livros "As Brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley, que recontam a história do Rei Artur, Morgaine é uma sacerdotisa sagrada da Grande Mãe. Apesar da história de Marion ser pouco realista, retoma laços importantes de Morgaine com a cultura pagã atual. Colocar Morgaine numa posição de poder e conhecimento confere às mulheres uma importante retomada de sua posição forte no culto à Deusa, base do Druidismo Matriarcal.

Morgaine das Fadas é um dos personagens mais fortes nas lendas arthurianas. Como sua inimiga ou amiga, sua amante ou irmã, Morgaine encanta, aterroriza e engrandece essa antiqüíssima lenda que povoa nossa cultura há tanto tempo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fada_Morgana"em 19 de sembro de 2009

Felicidade




Na tua pele toda a terra treme
alguém fala com Deus alguém flutua
há um corpo a navegar e um anjo ao leme.

Das tuas coxas pode ver-se a Lua
contigo o mar ondula e o vento geme
e há um espírito a nascer de seres tão nua...

Manuel Alegre

Cavalo Preto





.Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a cada dele, e é.
trata-se de um cavalo preto e lustoso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém
nem jamais lhe puseram rédeas nem sela -
apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo:
come às vezes na minha mão.
Seu focinho é úmido e fresco.
eu beijo o seu focinho.
quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito.
a menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo salvagem e suave.
aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome.
ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai.
se ele fareja e sente um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e ai.
aviso tambem que nao se deve temer seu relinchar:
a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera,
a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez


Clarice Lispector

Paulo Freire





São Paulo, 2 de maio de 1997 foi um educador brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundia,tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

Biografia

Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.

O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.

A Pedagogia da Libertação

Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).

No entanto, a obra de Paulo Freire não se limita a esses campos, tendo eventualmente alcance mais amplo, pelo menos para a tradição de educação marxista, que incorpora o conceito básico de que não existe educação neutra. Segundo a visão de Freire, todo ato de educação é um ato político.

Batalha de Poiter




Contexto histórico

* O Príncipe Negro montou um cerco a cidade de Tours. As condições locais não permitiam a tomada da cidade.
* O rei João II e seu exército atacaram o exército inglês, que bateu em retirada em direção sul.
* Próximo a cidade de Poitiers, o Príncipe Negro conseguiu derrotar o exército francês, capturar e prender João II.
* O valor do resgate era extremo, duas vezes o orçamento anual francês, e era impossível de ser pago. João II foi liberado somente 5 anos depois, em 1361, contra um resgate de 600000 Ecu (dos quais somente 400000 foram pagos).
* A batalha foi decisiva nos rumos finais da Guerra dos Cem Anos.

O Encontro Marcado (1956)



De tudo, ficaram três coisas:
a certeza de que ele estava
sempre começando, a certeza de
que era preciso continuar
e a certeza de que seria
interrompido antes de terminar.
Fazer da interrupção um
caminho novo. Fazer da queda
um passo de dança, do
medo uma escada, do sonho uma
ponte, da procura um encontro.


Fernando Sabino

Ilusão do amor


Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.


desconhecido

A Ilusão do Amor




É do amor que nasce a loucura
De querer outra pessoa
Tanto, tanto, tanto
Tanto que não tem cura

Arde a paixão como chama
Nega-se tudo que é certo
Quando se quer estar perto
Do afeto de quem se ama

Todo amor é eterno
Enquanto dura a ilusão
Depois, a visão do inferno
É o que resta da relação.

Amor vive em meras palavras
Efêmeras folhas ao vento
Ao fim só tristeza e sofrimento
Nos cortam como navalhas.

É dessa dor que morre a ilusão
De acreditar em um final feliz
E assim é que se aprende a lição
Todo o amor deixa a sua cicatriz.


Heldemarcio Ferreira

Publicação:www.paralerepensar.com.br 14/02/2005

Gnomos de sândalo


templário de pó meu amor de mármore
sonhos idos, sonhos meus que se perdem
teus olhos um deus de seiva e árvore
aroma em que desenho mito e éden

gnomos de sândalo, dor que se deixa
aos incensos e ao vento feito pedra
esculpindo na esfinge tempo e queixa
rosas, pétala e cheiro que em quimera

a ilusão de um só tempo que não passa
e sendo eu tua louca alquimia e perfume
perco-me em teu ser e me acho em tua praça

feito negro cacto espinho em seu gume
vou por entre teu sexo penetrar-te
com dionisíacas fadas possa eu gozar-te?

Menção honrosa no Prêmio Antônio Girão Barroso

José Leite Netto