É comum a gente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer Pois eu também dei de sonhar um sonho lindo de morrer Vejo um berço e nele eu me debruçar com o pranto a me correr E assim chorando acalentar o filho que eu quero ter Dorme, meu pequenininho, dorme que a noite já vem Teu pai está muito sozinho de tanto amor que ele tem
De repente eu vejo se transformar num menino igual à mim Que vem correndo me beijar quando eu chegar lá de onde eu vim Um menino sempre a me perguntar um porque que não tem fim Um filho a quem só queira bem e a quem só diga que sim Dorme menino levado, dorme que a vida já vem Teu pai está muito cansado de tanta dor que ele tem
Quando a vida enfim me quiser levar pelo tanto que me deu Sentir-lhe a barba me roçar no derradeiro bei..jo seu E ao sentir também sua mão vedar meu olhar dos olhos seus Ouvir-lhe a voz a me embalar num acalanto de adeus Dorme meu pai sem cuidado, dorme que ao entardecer Teu filho sonha acordado, com o filho que ele quer Termusica.
Antonio Pecci Filho, conhecido como Toquinho, (São Paulo, 6 de julho de 1946) é um cantor, compositor e violonista brasileiro. Ganhou o hipocorístico Toquinho da mãe e já aos quatorze anos começou a ter aulas de violão com Paulinho Nogueira. Estudou harmonia com Edgar Janulo, violão clássico com Isaías Sávio e fez curso de orquestração com Léo Peracchi. Teve aulas e tornou-se amigo de Oscar Castro Neves.
Começou se apresentando em colégios e faculdades e profissionalizou-se nos anos sessenta, em shows promovidos pelo radialista Walter Silva no famoso teatro Paramount em São Paulo. Compôs com Chico Buarque sua primeira canção a ser gravada, Lua cheia. Em 1969 acompanha Chico à Itália, pais onde até hoje se apresenta regularmente.
Em 1970, compõe, com Jorge Benjor, seu primeiro grande sucesso, Que Maravilha. Ainda nesse ano, Vinicius de Moraes, o mundialmente famoso compositor de Garota de Ipanema (com Tom Jobim), o convida para participar de uma série de espetáculos em Buenos Aires, formando uma sólida parceria que iria durar onze anos, 120 canções, 25 discos e mais de mil espetáculos.
Após a morte do poetinha, Toquinho segue em carreira solo, ou às vezes se apresentando com uma cantora convidada ou com outros compositores, como Paulinho da Viola, Danilo Caymmi, Paulinho Nogueira e MPB-4, em discos e apresentações por vários paises.
Amo-te tanto meu amor... não cante O humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.
Gonzaguinha é filho do conhecido cantor e compositor, Luiz Gonzaga e nasceu no dia 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro. Herdou do pai o nome, Luiz Gonzaga Nascimento Filho e, como o pai, tinha o talento para a música. Sua mãe, Odiléia, era uma cantora e dançarina que morreu de tuberculose ainda muito moça, com apenas 22 anos de idade, deixando Gonzaguinha órfão aos dois anos.
Em função da dificuldade de seu pai para criá-lo, foi entregue a seus padrinhos, Seo Xavier e Dona Dina. Sua infância foi passada no morro de São Carlos, no bairro do Estácio onde Gonzaguinha conviveu com a miséria, a falta de infra-estrutura e todas as dificuldades que existem em uma favela. Aos 16 anos foi morar com o pai para poder dar continuidade aos seus estudos, já que seus padrinhos não tinham condições financeiras para isso. Mas não foi fácil. Teve desavenças com a mulher de seu pai e, por causa disso, foi para um colégio interno. Seus estudos o levaram à Faculdade de Ciências Econômicas Cândido Mendes, no Rio de Janeiro.
Durante seu período universitário entrou em contato com outros músicos novos como ele. Fez parte do grupo MAU (Movimento Artístico Universitário) junto com Ivan Lins, Dominguinhos, Aldir Blanc e César Costa Filho.
Participava de festivais e já começava a despontar pelas suas letras sempre com forte teor social. Aliás, essa era uma marca em sua carreira. Suas letras eram provocativas e, em virtude do regime militar, estava sempre tendo que driblar a censura. Em 73 se apresentou no programa de Flávio Cavalcante e causou grande espanto pelo teor de suas música. Gonzaguinha era agressivo e irônico. Recebeu uma advertência da censura e muitas críticas, mas teve um lado positivo. Seu compacto que estava encalhado nas prateleiras foi rapidamente vendido. Começou aí a carreira de Gonzaguinha. Era um sucesso na Rádio Tamoio e logo veio a gravar seu primeiro long-play.
Com o passar do tempo percebeu que suas letras não alcançavam o público que ele queria tocar. Assim deu uma guinada na carreira e começou a ser mais leve. De certa forma, os tempos haviam mudado e o discurso foi se adaptando às circunstâncias.
No ano de 1976 lançou o disco “ Começaria Tudo Outra Vez” onde conseguiu o sucesso entre as massas. A partir daí se consolidou como compositor sendo gravado por cantoras como Elis Regina, Simone e Maria Bethânia. No dia 9 de abril de 1991 Gonzaguinha morre em um acidente de carro em uma estrada do sul do Paraná. E o Brasil perdia mais um grande compositor...
Vinte anos após a morte, Raul Seixas vai parar no cinema
Raul Seixas, enfim, vai ter sua biografia retratada no cinema. Pelo menos é o que se especula. Ainda faltam R$ 1,5 milhão para atingir o orçamento original. Será preciso esperar para ver. A previsão é de que o trabalho seja finalizado no próximo ano e chegue ao cinema do País por volta de agosto, propositalmente à época em que o Raulzito atinge o vigésimo aniversário de morte. Não se trata, óbvio, de uma comemoração, ou sequer o tom aqui é pejorativo. Seria mais justo falar em homenagem.
A ex-mulher de Raul, Kika Seixas, herdou do então marido um baú, o verdadeiro “baú-do-Raul”, onde o cantor armazenou uma infinidade de objetos pessoais. Segundo as informações da própria família, o dono teria ordenado que o conteúdo do baú fosse mantido em sigilo até sua morte, o que significa dizer que o prazo já foi ultrapassado em duas décadas. Parte das relíquias, vieram a público há três anos, quando Sílvio Essinge publicou O Baú do Raul Revirado.
De lá para cá pouco se procurou a respeito. E com a proximidade da data, algo deveria e poderia ser feito. Surgiu a idéia do cinedocumentário. Além de imagens arquivadas e inéditas da carreira, incluindo muito material de redes de televisão, a matéria-prima sai em especial do Baú. Outras contribuições, por exemplo, são fruto de registros de terceiros. Marcelo Nova ofereceu imagens de um show entre Raul e Paulo Coelho, na época em que retornava aos palcos passados três anos de ostracismo.
A produção de Alain Fresnot e Denis Feijão compreenderá dramatizações de quando Raul Seixas integrava Os Panteras na Bahia, imagens inéditas e cenas com o parceiro Paulo Coelho, convidado inclusive para a narração. Completa a equipe o diretor Walter Carvalho.
Tô fazendo amor com outra pessoa Mas meu coração vai ser pra sempre teu O que o corpo faz, a alma perdoa Tanta solidão, quase me enlouqueceu
Vou falar que é amor Vou jurar que é paixão E dizer o que eu sinto Com todo o carinho, pensando em você
Vou fazer o que for E com toda a emoção A verdade é que eu minto, Que eu vivo sozinho, não sei te esquecer
E depois acabou, ilusão que eu criei Emoção foi embora e a gente só pede pro tempo correr Já não sei quem amou, que será que eu falei Dá pra ver nessa hora que o amor só se mede depois do prazer
Fica dentro do meu peito sempre uma saudade Só pensando no teu jeito eu amo de verdade E quando o desejo vem é teu nome que eu chamo Posso até gostar de alguém, mas é você que eu amo
Vou falar que é amor Vou jurar que é paixão E dizer o que eu sinto Com todo o carinho pensado em você
Vou fazer o que for E com toda a emoção A verdade é que eu minto Que eu vivo sozinho, não sei te esquecer
E depois acabou, ilusão que eu criei Emoção foi embora e a gente só pede pro tempo correr Já não sei quem amou, que será que eu falei Dá pra ver nessa hora que o amor só se mede depois do prazer
Fica dentro do meu peito sempre uma saudade Só pensando no teu jeito eu amo de verdade E quando o desejo vem é teu nome que eu chamo (É teu nome que eu chamo) Posso até gostar de alguém mas é você que eu amo (Você que eu amo)
Fica dentro do meu peito sempre uma saudade (saudade) Só pensado no teu jeito eu amo de verdade E quando o desejo vem é teu nome que eu chamo (É teu nome que eu chamo) Posso até gostar de alguém mas é você que eu amo (Você que eu amo)
Fica dentro do meu peito sempre uma saudade... saudade...
Tua caminhada ainda não terminou.... A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás... mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.
Não importa do que é o mundo.
O importante, são os seus sonhos...
Não importa o que você é.
O importante é o que você quer ser...
Não importa onde você está.
O importante é para onde você quer ir...
Não importa o porquê.
O importante é o querer ...